Flocos
Ao ser criado nem penso, quanto tempo terei entre o ceu que despertou-me
e a terra que me abraçará para o aconchego de meu ultimo suspiro antes
de meu adormecer eterno,quero numa ansiedade louca soltar-me ao vento
descobrindo que posso ter asas ,sem necessariamente ser passaro,sei que o
me manteem é o frio das alturas e o quê destruirá meu permanecer é o calor do chão
que ensinará meu limite , mas enquanto danço com o vento os instântes se tornam
infinitos,e o espaço aberto entre o ceu e a terra toda a vida que terei.
Cumpro o designio para qual fui despertado de ser a chuva mais bela
do inverno e de trazer para os olhos humanos um pouco da brancura das
energias celestiais, encoberto de luz em união com outros irmãos, varias extensões
e junto com eles parto silenciosamente, e quando acham que em outro ser me transmutei
já em outro floco me tornei,para em outro inverno talvez, outra dança das mutações estar
sem o receios dos inicios e fins,mas com a alegrias dos meios
fabricio(Vera)