Flocos

22/09/2011 21:51

                        Ao ser criado nem penso, quanto tempo terei entre o ceu que despertou-me

                        e a terra que me abraçará para o aconchego de meu ultimo suspiro antes

                        de meu adormecer eterno,quero numa ansiedade louca soltar-me ao vento

                        descobrindo que posso ter asas ,sem necessariamente ser passaro,sei que o

                        me manteem é o  frio das alturas e o quê destruirá meu permanecer é o calor do chão 

                        que ensinará meu limite , mas enquanto danço com o vento os instântes se tornam

                        infinitos,e o espaço aberto entre o ceu e a terra toda a vida que terei.

                        Cumpro o designio para qual fui despertado de ser a chuva mais bela 

                        do inverno e de trazer para os olhos humanos um pouco da brancura das

                        energias celestiais, encoberto de luz em união com outros irmãos, varias extensões

                        e junto com eles parto silenciosamente, e quando acham que em outro ser me transmutei        

                       já em outro floco me tornei,para em outro inverno talvez, outra dança das mutações estar

                       sem o receios dos inicios e fins,mas com a alegrias dos meios            

                      fabricio(Vera)